quinta-feira, 5 de maio de 2011

Buenos Aires!

simmmm eu sei, long time no see!
o que as férias fazem. Para já, passam a voar. Já passaram. Já vão lá atrás.
Já cheguei há quase duas semanas. Oh Deus.
Mas foram incríveis. O meu Rio continua lindo, solarengo, cheiroso, animado, simpático, e como eu gosto disso tudo!
Mudava-me de malas e bagagens. Ontem!

Mas Buenos Aires também ficou a cutucar-me para um eventual retorno, quem sabe!
Buenos Aires é lindo. Buenos Aires é um mix de latino com metrópole. É uma mistura bem doseada de bom gosto e "who cares", de ruas bem desenhadas e caos citadino, de gente simpática e seres anti-sociais.
É um pouco de tudo e de nada. E por ser assim, inesperado, eu adorei.
Adoro o sotaque. Adoro que falem com "x". E adoro as lojas.

As lojas são um sonho. Uma coisa de outro mundo. Uma loucura meninas.
As lojas must go são todas em Palermo. Palermo é um bairro característico de Buenos Aires. É o sonho de qualquer pessoa mais antenada em design, moda, e good lifestyle. Cada loja é um cantinho único. Nada de zaras nem mangos. Cada espaço é decorado ao pormenor, parecem cantinhos das nossas casas, uma decoração linda de morrer. E em todas, todas, apetece levar alguma coisa.
A minha preferida foi a Casa Chic, onde a mistura de roupas e objectos de casa e decoração transformam aquele espaço num paraíso. Comprei pratos para o meu enxoval. Lindos, com florzinhas vintage. Se pudesse trazia tudo!
Em Palermo encontramos também os melhores restaurantes, cafés e bares.
Não sei se notam aqui alguma preferência da minha parte por este bairro? :)



Fomos também ao El Caminito. Colorido. Turístico. Aí, comprei a minha mochila de couro. Que eu amo de paixão. Aí regateiam-se preços. E aí se passa uma tarde contente.


Há dançarinos de tango em busca de turistas para as típicas fotos, e turista que sou, cedi ao bailarico. Faço 3 poses de tango por 20 pesos (4euros), diz ele. E eu, qual turista parola e relaxada, aceitei de bom grado, que eu sou fácil fácil.


Visitamos a Evita Peron, mas fotos não tiramos, que é meio mórbido (cemitério!). Mas faz parte da cidade e da cultura e é de passagem obrigatória. Fica em Ricoleta. Não aprofundamos esse bairro, apenas uma andada a pé.

Numa das nossas muitas viagens de taxi (que lá o taxi é de borla e nunca excedeu os 2 euros por pessoa), a Sarita resolveu aprofundar a questão das floristas abertas 24 horas por dia. E eis que nos deparamos com um taxista dos seus 60/70 anos, que nos brindou com a justificação mais linda de sempre, como se estivesse realmente a declamar o seu amor. As floristas estão sempre abertas pois os argentinos têm por hábito oferecer flores às suas namoradas, noivas, mulheres, amantes, quando voltam do trabalho, e não apenas quando o rei faz anos, como se passa aqui no nosso pequeno país :) Mas a maneira apaixonada com que este senhor descreveu esta tradição, deixou-nos às 3 com um suspiro. Romantic.

Há outras mil coisas por contar, mas estas sairam assim mais facilmente.. mas há o tango (que não fomos propriamente ao melhor sítio e portanto nem vale a pena falar por enquanto), há a carne, bem boa mas eu agora ando mais numa de perús e frangos, há a desorganização no Bus turístico com fones que não fucionavam (que só não pedi livro de reclamações  porque porque... Mas perguntei à guia com o meu ar de importunada e depois te ter discutido com ela a mostrar a minha indignação: "como te llamas?!" que era para ela ter medo e achar que eu ia fazer queixa, que eu sou má quando quero), e temos outras peripécias, a contar oportunamente.


Buenos Aires vale muito a pena.
A voltar.
Óbvio.

2 comentários:

Luisinha disse...

Vá lá! Vê se apareces para contar mais coisas! Kero saber tudinho!!
Bjinho grande

Mariana disse...

quero ir para B.A. com vc. quero olhar com os seus olhos essa cidade deliciosa :)